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Nota de Repúdio - Apologia à tortura

22.10.2018

“Dar porrada no Chico Lopes. Eu até sou favorável a CPI, no caso do Chico Lopes, tivesse pau de arara lá. Ele merecia isso: pau de arara. Funciona. Eu sou favorável à tortura.”
“Eu sou favorável à tortura, tu sabes disso”
“Através do voto, você não vai mudar nada neste país. Nada, absolutamente nada. Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC”.
(A um programa de TV, em 1999).
“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, pelo Brasil acima de tudo e por Deus acima de tudo”.
(Em 17 de abril de 2016, na sessão de votação sobre a admissão do processo de impedimento da presidenta do Brasil à época e vítima de tortura e da ditadura)

O Conselho Regional de Psicologia de Pernambuco – 2ª Região (CRP-02) repudia veementemente as expressões acima, amplamente divulgadas nas redes sociais, em que um candidato à presidência do Brasil, homenageia um criminoso torturador da época da ditadura e faz apologia ao crime de tortura e à morte como técnicas eficazes de enfrentamento às diferenças.

As pesquisas em Psicologia não apontam eficácia na obtenção de informações fidedignas para qualquer fim pela aplicação de tortura, força física ou humilhações psicológicas. Tampouco essa ciência apoia qualquer atitude de violação dos Direitos Humanos para qualquer fim.

Além de ineficientes, violações sistemáticas, generalizadas e progressivas de direitos fundamentais impõem medo e distorcem a criticidade necessária à manutenção do equilíbrio saudável individual e social.

Ao homenagear um criminoso torturador, responsável pela morte direta de 51 pessoas, outros tantos desaparecidos e mais de 500 casos de tortura física e mental (Fonte: Projeto Brasil Nunca Mais) Cuja a justificativa foi a de agredir outra pessoa, o candidato à cadeira presidencial imputa dor não apenas à pessoa a quem queria ferir (e que havia sido vítima de tortura do próprio Ustra), mas as famílias das vítimas pela injustiça, naturalização e relativização da violência e das dores sofridas por seus entes queridos.

O presidenciável precisa entender de que lugar profere suas palavras e o peso delas para que não “autorize” o uso da violência na solução de conflitos individuais e/ou coletivos ou colocará em risco o projeto democrático pós ditadura escolhido pelo povo dessa nação.

Comprometida com o Estado democrático de Direito e Direitos Humanos, a Psicologia não pode se calar diante de discursos que desqualificam e humilham o ser humano, fomentadores de conflitos e violência entre pessoas e grupos, causadores de sofrimento e que põem em risco a democracia e a construção de um Estado promovedor de justiça e bem-estar social.

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